quarta-feira, abril 28, 2004
De volta!
O assunto do aborto anda muito parado. Ou então sou eu que com tantos festivais de tunas não ponho um olho no telejornal há semanas…
Mas hoje, como estou danada não sei muito bem com o quê, apeteceu-me escrever e movimentar um blog que anda a ser motivo de queixas por parte de muitos dos seus leitores. Escrever, vou escrevendo quando tenho tempo. Quando não tenho dou descanso a quem não gosta e que insistentemente visita o site para ver se não tem nada de novo. E afinal, o que tem a dizer sobre o aborto, esta miúda que tem a mania da crítica?
Em primeiro lugar, como estudante de Medicina Dentária da Faculdade de Medicina de Coimbra, tenho a dizer que sou pela vida!
Mas sou por uma vida digna, decente. Por uma vida minimamente feliz, com as mínimas condições. Será que os que defendem o “não ao aborto” são pela vida das crianças que são queimadas pelos pais com pontas de cigarro, que são espancadas com pás de cavar terra no campo, que são chicoteadas, que são abusadas sexualmente, que são abandonadas mal nascem em caixotes do lixo, que são afogadas, que são mortas assim que respiram pela primeira vez, que sofrem mais nessa vida do que alguma vez poderiam sofrer se o seu desenvolvimento para essa vida tivesse sido interrompido. São as pessoas a favor “da vida” que lutam para que essas crianças continuem a nascer, continuem a ser maltratadas, que vivam desumanamente, às vezes, por muito pouco tempo…
Não pensem que acho que os abortos devem ser feitos a torto e a direito, que se devem banalizar. Mas já há tanta coisa banalizada nesta libertinagem em que vivemos que mais coisa menos coisa… Pelo menos teríamos menos crianças infelizes, menos lágrimas pequeninas que escorrem por rostos inocentes carregados de culpa de outros que lutam para que estes nasçam!
Zi
terça-feira, abril 13, 2004
Obrigada, Diana (mais uma vez…)
Ontem, uma grande amiga minha deu-me a ler um livro de título “Quem mexeu no meu Queijo?”. Não sei se já leram mas aconselho vivamente a fazerem-no. Arranjem uma amiga como ela que se lembre que às vezes, quando a vida corre mal, só nós podemos escolher o melhor caminho… Teremos sempre o apoio dos amigos, tal como eu tenho o dela mas a decisão final cabe a nós tomar.
Custa sempre ter esse poder, custa saber que as decisões foram tomadas por nós e se o Novo Queijo que achámos afinal não era assim tão bom e era Queijo Velho…
Mas o que interessa mesmo é deixar o Queijo, aquele que acabou, aquela mudança que nos apanhou desprevenidos porque para nós havia apenas um Queijo que iria estar ali, sempre à nossa espera, num marasmo confortável.
Já me aconteceu inúmeras vezes pensar que havia só um Queijo. E agora, que tenho vindo a tomar atitudes de Gaguinho, é que começo a perceber que às vezes o Novo Queijo é muito melhor do que o Queijo que eu tomei como preferível, o supremo dos Queijos.
Para quem não leu o livro, este texto não tem sentido algum. Mas é necessário ver para além dos problemas… para além dos cinco dedos de uma mão e conseguir ver dez.
Ainda me custa vê-los, ainda me custa deixar o meu Queijo e procurar o Novo… Mas cada vez mais tenho um instinto para me proteger e afasto-me de qualquer Queijo e prefiro morrer à fome…
Mas aí lembro-me das pessoas que estão comigo e alimentar-me é imperativo. Nunca atravessaria um labirinto tão sozinha como o Gaguinho… se calhar, já tinha frases escritas na parede para me guiar… se calhar, alguém o fez na esperança que um dia saísse da greve de fome do Queijo e me mexesse para viver com o Queijo que já não havia, com Queijo Velho ou Novo Queijo…
Os passos podem ter sido delineados, mas escolher um destes Queijos cabe a mim decidir, mais uma vez essa árdua tarefa de destinar a minha vida que deveria ser tão natural como precisar de Queijo…
Susy
quinta-feira, abril 08, 2004
Tenho estado away por razões menos felizes. Mas em breve irei voltar em força!!!
A crítica não pode parar...
Zi