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domingo, junho 27, 2004




Muito à frente… na EUROPA!

Para quem era tão incompetente, para quem estava a levar o país à ruína, para quem não valia um centavo, para quem era vira-casacas, para quem era ladrão, para quem era corrupto, para quem era mentiroso, para quem era intrujão, para quem era larápio, para quem era desonesto, para quem era indigno, para quem era desonroso, devasso e indecoroso… até é de admirar que lhe tenham feito tão notável convite…
Mesmo sem prévia proposta do mesmo. Eleger alguém sem candidatura é, sem dúvida, motivo de grande orgulho…
Para quem tirou a “mama” a quem não faz nada, para quem tentou saldar a dívida pública, para quem tentou encher os bolsos ao estado (e não os próprios), para quem aumentou a segurança, para quem teve voz firme e confiante, para quem conseguiu pôr os Estados Unidos da América a reparar, pelo menos uma vez, que Portugal existe no mapa, ao lado de Espanha…
A esse senhor… os meus mais sinceros PARABÉNS!

Zi

quarta-feira, junho 23, 2004



for eternity

E esperava que ele entrasse por aquela porta… como sempre esperei que o fizesse depois de tanto tempo. Que me trouxesse um rosa e uma querença inexplicável de me amar para sempre. O sempre nunca existirá… só nos meus contos de fadas, na minha cabeça aluada e infantil, no meu coração de princesa reclusa, prometida, à espera do eterno libertador.
É tempo de encarar a realidade. De cair da nuvem estéril que me guia sem propósito…
Deixar a personagem soberana, esquecer o primeiro, o resgatador, que afinal não era mais do que um delírio e encontrar um caminho autêntico, um que me leve novamente ao devaneio… a quimera que move o meu planeta, que não é muito diferente do B612…

Zi

domingo, junho 13, 2004




Do you ever feel afraid?

From time to time, when I’m alone… well, I’m an only child... I start thinking about my fears. They all come to me. It’s incredible how they can seize the power over my mind. There’s nothing else to think of, anything else to be…
Just me, myself and my fears… surrounding me as if I was in the middle of a far-off forest, trying to reach for some warmth, some mislaid track left by a lost adventurer…
Even when I try to pick up my sword and struggle, retaliating all the weakness inside me I feel tiny, hopeless, doomed to failure… There’s something else stronger fighting me back… One of the strongest feelings out of all the feelings ever felt by the humanity…
That would be love… That’s when you worship, you are devoted to, you so deeply adore, respect, admire, love perfectly an unperfected person … and your biggest fear is to loose them…

Zi

quarta-feira, junho 09, 2004




Sugestões de filmes

Deixei-me as vossas sugestões de filmes... Os vossos preferidos ou até os que tenham visto recentemente no cinema e recomendem...

Zi

terça-feira, junho 08, 2004




Um ADEUS muito especial…

A morte é terrível, é um sabor amargo que não se explica… é um pesadume no coração, algo que é impossível mandar embora como fazemos com as dores de cabeça ao tomarmos uns comprimidecos. Acho que vou ficar sempre surpresa… acho que a morte me aparece quando menos espero e me leva pessoas de quem gosto…
Desta vez levou-me alguém com quem não tinha grande relação. Para ser mais precisa, a senhora era minha cabeleireira… Chamava-se Beatriz. Fui lá apenas duas vezes, ter com ela, porque me aborreci com o cabelo amarelo que me tinham impingido noutro salão.
A minha mãe tinha-me falado nesta senhora, que ao que se dizia, apesar da artrite de que sofria tinha umas mãos de ouro e fazia trabalhos inimagináveis com os dedinhos torcidos.
Gostei de a conhecer… sempre muito simpática para mim. A segunda vez que lá fui não esperava que ela se lembrasse de mim. Quando me sentei na cadeira ela fez-me ver que nem a tinha cumprimentado devidamente. Apenas disse um “boa tarde” do género: “não te deves lembrar nadinha de mim…”. Mas afinal a senhora lembrava-se e disse-me: “Lembro-me muito bem da menina. Ia viajar no dia seguinte para o Alentejo com as colegas da faculdade, era ou não era? E tinha tido um exame…” Realmente foi no dia anterior à road trip para o Alentejo, para a gravação do cd da tuna. E depois continuou: “até lhe digo porque é que não é fácil esquecer-me da menina…” e não a deixei continuar… Fico envergonhada quando me elogiam… apesar de me sentir bem com o que acham bem de mim prefiro suspeitar que sim, apenas…
Agora tenho pena de não saber o que lhe fiz para ela gostar de mim…
Pelo que disse à minha mãe um dia: “Gosto muito da sua menina… estava aqui e tinha que fazer e até se sentou à minha frente a dizer que me queria ver trabalhar… enquanto uma desocupada qualquer berrava que se queria ir embora…”. Esse foi o
último dia que estive com ela. Mandei-lhe depois um postal de Natal que espero que tenha gostado. Ficámos muito tempo a conversar…
Se calhar, se ela ainda estivesse por cá, quando passasse pelo cabeleireiro nem me lembrava de lhe ir dar um beijinho… mas se agora me dessem a certeza que ela lá estava, corria para lá para falarmos mais um pouco… sobre o tanto que ela sabia e eu precisava de ouvir…

Zi


sexta-feira, junho 04, 2004




Ás vezes… farto-me de dar… sem receber…

Ás vezes tenho segredos que não posso contar a ninguém… e é tão simples desfazer-me desses impedimentos… desses bloqueadores de pensamento, dessas sinapses que se repetem e inibem o resto dos meus neurónios… basta falar… mas às vezes não posso falar com ninguém porque ninguém me vai perceber…
Ás vezes são os amigos a quem, se calhar, por vezes, damos menos importância que nos compreendem melhor. Quanto mais mostro a alguém o quanto me é querido, menos essa pessoa valoriza as tais manifestações… E se calhar isso pertence a toda a gente. É defeito de fabrico dos humanos. É um bug que nunca vamos poder reparar por mais que tentemos… Só valorizamos, só queremos o que não temos. Só damos importância a quem não tem sempre um abraço à nossa espera, a quem não nos liga, a quem não se preocupa connosco, a quem tenta fazer sempre algo especial por nós… Porque os que gostam realmente de nós… nós sabemos e não nos preocupamos em manter essa devoção impar. Se gostam é porque sim… deixem gostar…
Sim… já me aconteceu inúmeras vezes fartar-me de gostar de alguém. E sei que o contrário também já foi verdade. Não me refiro a relações amorosas… não só. Refiro-me principalmente a amizades…
Ás vezes não damos valor ao que temos… às pessoas que fariam tudo por nós e se calhar nem suspeitamos ou presumimos e acomodamo-nos com a realidade. Não nos preocupamos se as pessoas, que temos a certeza que gostam de nós, vão algum dia deixar de gostar…
Tomamos tudo como garantido e deixamos andar…

Zi


terça-feira, junho 01, 2004




Alguém quer vender um Bandolim?
Se sim contactem o e-mail, por favor!
Ou deixem mensagem aqui!
Obrigada

Zi




Dia Mundial da Criança

Feliz dia para mim!

Hoje, a minha mãe deixou-me na mesa do almoço um bilhete carinhoso com um presente: “Feliz dia da criança, da mãe que te ama”. Sinto-me feliz por ter uma mãe como ela e por a minha infância ter sido tão alegre e preenchida. Talvez seja por isso que não quero crescer. Faço as minhas birras constantemente, quando estou com sono parece que tenho 2 anos de idade e a idade mental resume-se a um colinho para dormir.
Apesar de ter mais 20 do que os 2 que pareço de vez em quando, gosto sempre de ir ao colégio e brincar com os alunos dela. Pegar no meu vizinho e jogar às expedições debaixo da minha secretária. É engraçado como aquela secretária em cima é palco de um estudo contínuo de uma formação médica, do mais sério que pode haver. E por baixo é a tenda da expedição onde nos escondemos dos leões e dos maus e onde eu preguei um prego para pendurarmos a lanterna porque ele tem medo do escuro (e eu também!).
Lembro-me de um dia em que ele me transformou em criança.
Tinha 3 anos e fingiu que fazia uma magia para eu ficar pequenina como ele. Disse: “Agora transformamo-nos em criança. Tchick… vá, faz tu também”… e lá me transformei, não sei muito bem como… Ele deve ter fingido que se transformava para ver se eu não me sentia deslocada…
O que é certo é que fizemos do chão do meu quarto um mar e andamos a nadar de um lado para o outro… O chão ficou brilhante! E nós com as T-shirts em mau estado!
A minha vizinha também me chama para termos conversas de adultos. E como é engraçado ter conversas de adulto com uma criança… porque passado algum tempo já estamos a brincar com as barbies e a fazer a novela Morangos com Açúcar da qual nunca vi um único episódio mas que ela devora enquanto eu vejo a New Wave.
E os desenhos animados? Eles adoram que eu cante com eles as músicas. Devo ser das poucas adultas a saber de cor… Mas o que eu mais gosto é quando eu faço uma pequena asneira… daquelas que se pensa ser asneira em criança do género de atirar água para o chão e eles limpam muito aflitos para os meus pais não se chatearem comigo…
Ainda me consideram como eles… é o que vale! E tenho quase mais vinte anos…
Por isso vou ser criança eternamente, vou gostar de brincar, de ver desenhos animados, de comer gelados e chocolates até cair e de ter colinho quando as coisas correm mal…

Zi




O curso da moda

Hoje em dia é moda entrar em Medicina. Para tal é necessário um rol de requisitos mínimos. Mas passarão esses requisitos pelos realmente necessários?
Será justo deixar alunos de fora do seu curso de eleição por algumas centésimas?
Chegou-me aos ouvidos uma história que os alunos do primeiro ano juram a pés juntos ser verídica. Que um dos professores de uma cadeira desse mesmo ano fez a seguinte afirmação em plena aula conjunta com alunos de Medicina e Medicina Dentária: “Vocês que aqui estão, tirando os alunos de Medicina Dentária, são a nata da sociedade”. Será justo discriminar alunos dentro da própria faculdade?
Esta declaração, vinda de um médico faz-me pensar bastante… Não será um médico alguém com uma vertente humana caracterizada de uma vontade excelsa de ajudar o próximo? Será? Deveria ser, se calhar… Em várias cadeiras ao longo do curso tenho vindo a ouvir a mesma afirmação. Que 50% da recuperação do doente depende do factor humano, da empatia médico-doente. Se estamos a selecionar alunos apenas pela sua média podemos cair no erro de ter apenas uma nata que não aceita o seu pastel!
Se vos contar a minha história, estarei a relatar cerca de 50 histórias que se passam todos os anos, correspondentes às vagas para Medicina Dentária.
A minha primeira opção foi, naturalmente, Medicina. Fui óptima aluna desde sempre. Nunca pensei que não poderia concretizar o meu sonho. Com vinte valores a química e uma prova de biologia menos boa fiquei de fora por 7 centésimas. Seguiram-se alguns anos em que incansavelmente tentava mudar de curso. Deixei de lado o meu próprio só para agarrar o meu sonho… Até que comecei a apaixonar-me pela Medicina Dentária. Foi quando tive oportunidade de mudar e não quis. Isto faz de mim menos nata? Estou cá porque quero! E muitos também acabaram por gostar do curso. E agora? Sou menos médica por causa disso? O tal Senhor Professor, com muito respeito, se tiver uma dor de dentes, um abcesso que não o deixe dormir… a quem vai recorrer? À nata? Ou a mim ou a outro colega? Somos médicos, sim senhor! E começamos a sê-lo no 4ºano com doentes a nosso cargo. E a formação de um médico não passa apenas pela que nos é fornecida. É preciso pesquisar, ler, aprender continuamente sobre tudo o que é Medicina. Como outro dia uma médica amiga dos meus pais a teimar comigo uma cura de Alzeimer. Eu a dizer que não havia cura e ela a teimar que sim! E valeu-se da frase: “ou já mudaste para Medicina?”. Ao que eu respondi: “não, mas os livros não me são interditos por causa disso”. E o que me apetecia dizer-lhe era: “e eu não vou aos congressos só para passear” mas achei por bem estar calada, não fosse ela pensar que tinha complexos ou coisa que o valha porque é o que a maior parte pensa. Que somos frustrados e coisas do género. Sim, já senti muita frustração… por ter feito tudo o que estava ao meu alcance… Bem que podia ter tentado um estatuto… por exemplo: estatuto de atirar uma pastilha o mais longe possível, ou fazer o maior número de pontos no jogo “snake” da nokia, ou campeã do número de vezes a repetir exames nacionais… ou então anulava as cadeiras e fazia-as com vinte valores no ensino recorrente… mas depois fingiam que me tiravam de lá e abriam vagas, como aquelas que eu rejeitei para me deixar ficar por cá!
Abram as bocas e não temam! Os Médicos Dentistas estão para ficar!

Zi

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