domingo, agosto 29, 2004
Happy Birthday to me!
quarta-feira, agosto 25, 2004
A propósito do barco holandês…
Ora bem… Aborto! Nunca gostei desta palavra! Sempre me causou tristeza, antipatia e até alguma repugnância. Sou contra a morte de qualquer ser vivo. Sou capaz de pegar numa aranha e, ao invés de a matar, colocar no parapeito de fora da janela.
Quanto a crianças… a história não é muito diferente. Só prima pelo amor incondicional que nutro por qualquer uma. Se imaginar uma criança, na barriga da mãe, a formar-se, a crescerem bracinhos, perninhas, cabecita… imagino mais tarde o nascimento, como vai ser acarinhada pela mãe, as roupinhas cheirosas e pequeninas, a chupeta azul ou rosa bebé que vai saltitar na boquinha pequenina… Como consigo pensar sequer em aborto?
Consigo noutros casos… se imaginar que a criança que se está a formar assim que nasce vai ser abandonada num caixote do lixo, vai ser morta no vão de uma escada e escondida numa caixa de elevador, vai ser abandonada numa sacola num barracão, vai ser maltratada, espancada, queimada com pontas de cigarro, agredida, sovada… aquele ser indefeso, pequenino… O que prefiro para esse bebé? Que se conseguir sobreviver a estes maus-tratos contínuos vai tornar-se num adulto mal formado, triste, com um passado negro que jamais conseguirá apagar e que será um potencial mau pai ou um potencial mau cidadão? Sei o que podem dizer… muito boa gente tem vida de rei e acaba por se tornar nos piores seres do mundo cometendo graves barbaridades. Mas todos sabemos que os antecedentes contam muito e que as pessoas são infelizes por natureza, têm pesadelos, estão marcadas para a vida. Quando são afastadas das famílias vão para locais de acolhimento. Também muito boa gente encontrará esta solução magnífica. É magnífica mas não para eles ou para os filhos deles. Estas instituições, salvo as excepções estão carregadas de pedofilia e com falta de amor para dar às crianças… Porque apesar do que muitos paizinhos pensam hoje em dia, as crianças não precisam dos muitos brinquedos que os pais lhes compram para os calar, todos os fins de semana… Precisam de colo, de beijinhos, de abraços. Uma criança é feliz com uma ou duas caricas ao colo da mãe. É feliz com uma bola de trapos que joga com o pai… Mas não é feliz com dúzias de action man e barbies que lhes metem nas mãos para não chatearem, para não exigirem atenção dos pais. E isto é o que se passa nas famílias de hoje em dia… São também elas dignas de ter filhos? Não sei…
Seria muito difícil controlar tudo isso… Que idade tenho eu? Nem idade para ser mãe se calhar… se bem que isso não escolhe idades. Mas desde miúda que carregava um boneco ao colo como se fosse filho e tratava-o muito melhor que certos paizinhos… Não serei, certamente, a mãe perfeita. Mas irei amar os meus filhos perfeitamente, com todos os seus defeitos.
Isto já está a fugir ao tema… havia muito para dizer…
Outra situação em que acho que o aborto devia ser fundamental é no caso das deficiências… Como deixam nascer crianças cegas, mudas, pernetas, manetas, cabeças fundidas, corações partilhados, sindromas de Down…
Também já sei que me vão cair em cima… que muitos deficientes se integram na sociedade… Ok, sim, integram-se… e agora? Vocês imaginam o que seria ser diferente?
As pessoas se não estão bem vestidas para um ocasião ficam logo verdes… Quanto mais não ter uma perna ou um braço e serem perfeitamente conscientes disso…
Como aqueles comas de tetraplégicos em que as famílias estão a rezar para que se safe… ai sim? Deixem de ser egoístas… que raio de vida vai ter o vosso familiar entrevado numa cadeira de rodas… já se perguntaram se ele quer viver?
E os miúdos com sindroma de Down? São crianças toda a vida. Ao contrário do que se pensa, os Sindroma de Down têm uma esperança de vida semelhante à nossa… Já os imaginaram quando os pais morrerem… e mesmo os outros deficientes? Ficam dependentes de uma mensalidade miserável do estado…
Isto está tudo tão mal feito que se eu pudesse administrar só esta questão nem sabia por onde começar…
O defeito está na semente e agora ir controlar o offspring só um milagre…
Ouvi dizer que a Santa Rita de Cássia é a Santa das causas impossíveis…
Olhem… rezem!
terça-feira, agosto 24, 2004
Pois é... as férias estão a acabar...
Vamos lá ver como é que o pessoal vem do Verão!
Zi
domingo, agosto 22, 2004
Já não escrevo há muito tempo por causa das férias que me tiram sempre imenso tempo para não fazer nada. E há bocado, não sei muito bem porquê, lembrei-me de uma saída da minha colega Mariline em plena aula de Anatomia Patológica quando falava da sua pesquisa da anatomia de um órgão para um trabalho que estava a apresentar:
"Fui ao Gray... era curto e grosso... e eu gostei"
Nós também gostámos de nos rir à gargalhada...
Zi
domingo, agosto 01, 2004
É a moda de Verãããããããoooo!
Cada vez gosto menos de festas sociais.
Antigamente levava banhos de conversas sobre as grandes festas do Algarve, das grandiosas discotecas da moda que ensopavam a costa algarvia. Hoje em dia nada disso faz sentido e essas conversas são simplesmente estéreis.
Neste meio veraneante, vive-se o culto da lista de convidados e do que está in e o que está out.
Para mim in e out é outra história que alguém muito mal-educado quis contar, aqui, neste blog. Estou realmente farta das bibás, titás, pipás, tatás, tetés e outras que tais que se fantasiam todos os dias de mulheres perfeitas e longe de o parecerem pavoneiam-se em tudo que é local do mais público que há, tá a ver? Ouça! Divinal!
Depois adoram uma máquina fotográfica ou de filmar… tudo o que seja media, marcha!
O mais engraçado são as poses nada artificiais! “Oh Cinha, fofa… vire-se aqui pró flash… não gosto minimamente de si mas assim as duas juntas… dá-nos status!”… e grosseiramente viram o rosto carregado de plásticas para as objectivas dos fotógrafos aos quais nem agradecem o serviço prestado.
Também adoro quando andam agarradas aos “amigos da ocasião”. E a ocasião não podia ser melhor, do que andar de braço dado com o senhor dos móveis (para quem não sabe Evaristo é nome de casa de móveis) em pleno edifício castelar… não fosse o senhor dos móveis dono da Casa do Castelo e assim receber umas bebidas à pala e, claro, sempre com o objectivo nas objectivas…
Lá aparece na Caras: “Cacá na Casa do Castelo na festa do branco”, “Didi na Casa do Castelo na festa do preto”, “Teté na Casa do Castelo na festa do cor de burro quando foge”… e quem diz isto diz outros que tais que andam por lá espalhados…
Identificar estes locais: filas de espera intermináveis… assim estilo comprar bilhetes para a final do mundial. Com os enormíssimos seguranças à porta, de lista na mão e a ver quem tem melhor aspecto para entrar. Era mesmo EUZINHA que me punha numa fila à espera que alguém decidisse se eu iria ou não entrar. Ainda se fosse à borliu… mas não… ainda desembolso não sei quanto para andar lá no meio com gente a topar tudo o que eu tenho ou não tenho vestido, o que bebo ou que não bebo ou quantos beijos eu dou!
Poupem-me!
Enquanto posso pegar na minha guitarra, nos meus amigos, ir para a praia, fazer uma fogueira, e improvisar um sing-along…
Precisamos de tão pouco para ser felizes, e é nos sítios mais simples que nos sentimos mais confortáveis. Para quê inventar?
Mas pronto… a moda é andar carregadinho de silicone, pele esticadíssima, vestido alugado que comprado era caríssimo, dar um só beijo, alugar um carro giríssimo para estacionar na marina (assim poupa-se a gasolina)… essas coisas que pertencem ao código do como-ser-um-perfeito-anormal-nos-dias-de-hoje…
Este verão vou para lá… mas vou fugir!
Zi