domingo, novembro 28, 2004
História de Natal
Sou um pobre vagabundo. Sou errante neste mundo, um vadio. De vez em quando descanso e vejo o que se passa em volta de mim. E é tão amargo… Não sou igual a ninguém, serei eu desarticulado? Sou uma peça fora do puzzle ou talvez uma peça falhada num puzzle imenso.
E hoje é Natal.
O Sol dá-me os bons dias por entre as frestas do banco de jardim que é sempre verde. Afasto o jornal do dia anterior, de há quinze dias… estou de volta. Mas hoje há algo discrepante… há uma dissemelhança que torna o meu despertar menos amargo… ouço um murmurinho que se torna em desordem e finalmente em azáfama da população da cidade onde vivo. Há mais gente para além de mim. Ao meu lado, ouço o tilintar de umas moedas que caem sôfregas no copo das esmolas. Hoje, é um copo cheio de esperança…
Porque hoje é dia de alguém reparar que eu existo, que também sou humano, também respiro e que também há Natal para mim. Haverá?
Hoje vou ser diferente.
Vagueio pelas ruas… não! Caminho pelas ruas, de cabeça erguida, olhando nos olhos das pessoas. Entro numa pensão. “Há banhos?” E, como é Natal, é-me concedido um banho, a minha pele sem barba, o cabelo cortado, uma roupa lavada que embora me esteja um pouco larga me dá uma alma nova que me assenta perfeitamente.
Saio da pensão. Olho novamente nos olhos das pessoas. “Feliz Natal” gritam elas… porque agora já sou digno de felicidade. E reparo melhor nelas… Preocupadas com o bolo-rei, com as broas, sonhos e rabanadas, tudo a troco de umas moedas.
Tenho uma visão.
A minha mãe. A minha mãe levantava-se cedo na véspera de Natal. Excepcionalmente cedo. Vestia uma bata verde e vermelha com motivos natalícios bordados por ela. Dirigia-se à cozinha. Ali nascia o Natal. Acordava-me quando tinha quase tudo preparado e dizia-me… “José! (que estranho lembrar-me do meu próprio nome) queres vir lamber as panelas?”. E eu corria para os seus braços, abraçava-a e absorvia pelas narinas o seu cheiro a fritos, consumia vorazmente o cheiro a Natal e limpava as panelas que transbordavam dedicação e amor.
De volta à rua.
Continuo a olhar para quem, amavelmente, me cumprimenta. Presentes.
São embrulhos gigantes, grandes, medianos e pequenos. Com papeis coloridos, vivos, pitorescos, com árvores de Natal, Pais Natal e azevinhos. São brinquedos, perfumes, anéis e roupa cara. As crianças acompanham os pais, fazem birras pois estão fartos de andar e de tropeçar nos pés de outros adultos que não dão por eles tal é a incursão ao consumismo.
Nova visão.
O meu pai. O meu pai encerrava-se o dia todo no velho barracão. Ouvia a sua serra incessante. O martelo batia vezes sem conta. A lixa sibilava um musical ininterrupto. “Está a fazer uma grande mesa para cabermos todos ao jantar”, explicava a minha mãe. E eu imaginava a ceia, igual à do ano passado, quando todos nos reuníamos. Os meus primos, todos mais velhos do que eu, contavam-me histórias de terem avistado o Pai Natal a aterrar no descampado atrás de nossas casas e convenciam-me a deixar-lhe um pedaço de pão e uma caneca de leite. Pus-lhe um paninho bordado por cima e um bilhete: “Para o Pai Natal”. No dia seguinte não havia pão e a caneca estava vazia. Mas por baixo havia um brinquedo para cada um de nós. Para mim, um carrinho de madeira que era o meu companheiro, um parceiro para todo o ano. Espera… era o meu pai que o fazia!
Na rua.
Na rua, encontro algo que me desperta desta súbita evasão.
Uma igreja, um presépio. Estou sozinho a contemplá-lo. Ninguém parou para ver o menino nas suas palhinhas. “É hoje à noite”, pensei.
Lembrei-me.
Lembrei-me dos sinos a repicarem, do meu coração a saltar de alegria, da agitação repentina: todos nos levantávamos da mesa num ritual sagrado. Era a hora da missa, a missa do galo. Vestíamos os longos e quentes casacos feitos pela minha avó. Cachecóis e luvas também caseiras aninhavam-se entre nós. Lá íamos todos juntos… o frio desvanecia-se. Era só quentura, alegria…
Anoiteceu.
Entro na igreja e participo da missa. Não é a mesma coisa. Não foi. Durante todos estes anos deixei escapar este milagre, este dia magnânimo. Esqueço-me do que me trouxe aqui. Esqueço-me do tempo em que não vivi. Volto para o meu banco…
Está alguém deitado no meu lugar, um vagabundo, coitado. Vou aproximar-me…
Mas… que estranho… sou eu! Sou eu que estou deitado, sou eu o coitado, o vagabundo.
Deito-me ao meu lado e adormeço. Entorpeço num sonho real, fui eu que vivi todas aquelas coisas, fui eu que tive uma infância feliz, sou eu que ainda posso viver o meu Natal, tal e qual como ele é, como merece, com a minha família.
Acordo.
Olho em volta e… o mesmo panorama. O cenário do mesmo dia de ontem. Eu preciso urgentemente… eu tenho mesmo de…eu preciso de usar um telefone. Mas onde…?
Uma cabine.
Uma cabine onde tantas vezes me refugiei quando chovia incessantemente. Não tenho dinheiro… mas… afinal tenho! Porque hoje é Natal, tenho dinheiro no copo cheio de esperança. Pego nele, corro à cabine, digito o número que quis esquecer, espero longos segundos por uma resposta…
- “Mãe? … é o José… já posso lamber as panelas?”.
Sou um pobre vagabundo. Sou errante neste mundo, um vadio. De vez em quando descanso e vejo o que se passa em volta de mim. E é tão amargo… Não sou igual a ninguém, serei eu desarticulado? Sou uma peça fora do puzzle ou talvez uma peça falhada num puzzle imenso.
E hoje é Natal.
O Sol dá-me os bons dias por entre as frestas do banco de jardim que é sempre verde. Afasto o jornal do dia anterior, de há quinze dias… estou de volta. Mas hoje há algo discrepante… há uma dissemelhança que torna o meu despertar menos amargo… ouço um murmurinho que se torna em desordem e finalmente em azáfama da população da cidade onde vivo. Há mais gente para além de mim. Ao meu lado, ouço o tilintar de umas moedas que caem sôfregas no copo das esmolas. Hoje, é um copo cheio de esperança…
Porque hoje é dia de alguém reparar que eu existo, que também sou humano, também respiro e que também há Natal para mim. Haverá?
Hoje vou ser diferente.
Vagueio pelas ruas… não! Caminho pelas ruas, de cabeça erguida, olhando nos olhos das pessoas. Entro numa pensão. “Há banhos?” E, como é Natal, é-me concedido um banho, a minha pele sem barba, o cabelo cortado, uma roupa lavada que embora me esteja um pouco larga me dá uma alma nova que me assenta perfeitamente.
Saio da pensão. Olho novamente nos olhos das pessoas. “Feliz Natal” gritam elas… porque agora já sou digno de felicidade. E reparo melhor nelas… Preocupadas com o bolo-rei, com as broas, sonhos e rabanadas, tudo a troco de umas moedas.
Tenho uma visão.
A minha mãe. A minha mãe levantava-se cedo na véspera de Natal. Excepcionalmente cedo. Vestia uma bata verde e vermelha com motivos natalícios bordados por ela. Dirigia-se à cozinha. Ali nascia o Natal. Acordava-me quando tinha quase tudo preparado e dizia-me… “José! (que estranho lembrar-me do meu próprio nome) queres vir lamber as panelas?”. E eu corria para os seus braços, abraçava-a e absorvia pelas narinas o seu cheiro a fritos, consumia vorazmente o cheiro a Natal e limpava as panelas que transbordavam dedicação e amor.
De volta à rua.
Continuo a olhar para quem, amavelmente, me cumprimenta. Presentes.
São embrulhos gigantes, grandes, medianos e pequenos. Com papeis coloridos, vivos, pitorescos, com árvores de Natal, Pais Natal e azevinhos. São brinquedos, perfumes, anéis e roupa cara. As crianças acompanham os pais, fazem birras pois estão fartos de andar e de tropeçar nos pés de outros adultos que não dão por eles tal é a incursão ao consumismo.
Nova visão.
O meu pai. O meu pai encerrava-se o dia todo no velho barracão. Ouvia a sua serra incessante. O martelo batia vezes sem conta. A lixa sibilava um musical ininterrupto. “Está a fazer uma grande mesa para cabermos todos ao jantar”, explicava a minha mãe. E eu imaginava a ceia, igual à do ano passado, quando todos nos reuníamos. Os meus primos, todos mais velhos do que eu, contavam-me histórias de terem avistado o Pai Natal a aterrar no descampado atrás de nossas casas e convenciam-me a deixar-lhe um pedaço de pão e uma caneca de leite. Pus-lhe um paninho bordado por cima e um bilhete: “Para o Pai Natal”. No dia seguinte não havia pão e a caneca estava vazia. Mas por baixo havia um brinquedo para cada um de nós. Para mim, um carrinho de madeira que era o meu companheiro, um parceiro para todo o ano. Espera… era o meu pai que o fazia!
Na rua.
Na rua, encontro algo que me desperta desta súbita evasão.
Uma igreja, um presépio. Estou sozinho a contemplá-lo. Ninguém parou para ver o menino nas suas palhinhas. “É hoje à noite”, pensei.
Lembrei-me.
Lembrei-me dos sinos a repicarem, do meu coração a saltar de alegria, da agitação repentina: todos nos levantávamos da mesa num ritual sagrado. Era a hora da missa, a missa do galo. Vestíamos os longos e quentes casacos feitos pela minha avó. Cachecóis e luvas também caseiras aninhavam-se entre nós. Lá íamos todos juntos… o frio desvanecia-se. Era só quentura, alegria…
Anoiteceu.
Entro na igreja e participo da missa. Não é a mesma coisa. Não foi. Durante todos estes anos deixei escapar este milagre, este dia magnânimo. Esqueço-me do que me trouxe aqui. Esqueço-me do tempo em que não vivi. Volto para o meu banco…
Está alguém deitado no meu lugar, um vagabundo, coitado. Vou aproximar-me…
Mas… que estranho… sou eu! Sou eu que estou deitado, sou eu o coitado, o vagabundo.
Deito-me ao meu lado e adormeço. Entorpeço num sonho real, fui eu que vivi todas aquelas coisas, fui eu que tive uma infância feliz, sou eu que ainda posso viver o meu Natal, tal e qual como ele é, como merece, com a minha família.
Acordo.
Olho em volta e… o mesmo panorama. O cenário do mesmo dia de ontem. Eu preciso urgentemente… eu tenho mesmo de…eu preciso de usar um telefone. Mas onde…?
Uma cabine.
Uma cabine onde tantas vezes me refugiei quando chovia incessantemente. Não tenho dinheiro… mas… afinal tenho! Porque hoje é Natal, tenho dinheiro no copo cheio de esperança. Pego nele, corro à cabine, digito o número que quis esquecer, espero longos segundos por uma resposta…
- “Mãe? … é o José… já posso lamber as panelas?”.
sexta-feira, novembro 19, 2004
TFMUC EM FARO!
Amanhã a TFMUC vai a concurso no II festival Moura Encantada organizado pela tuna FEMINIS FERVENTIS!
21h30 no Campus Universitário da Universidade do Algarve... será?
Maybe... Se for tão FENOMENAL como o ano passado... mal posso esperar por ir...
quinta-feira, novembro 18, 2004
Parabéns, NUNO!
O "meu colega" ;)
quinta-feira, novembro 11, 2004
Hoje é dia de S. Martinho!
Não esteve propriamente um dia de Verão. Mas também passei o dia enfiada na clínica por isso "Verão? Viste-lo, minha amiga!". Tenho ali umas castanhas-maravilha que me trouxe a minha grande amiga Diana! Não há melhores no mundo inteiro!!! Acreditem! Porque são boas e porque são dela! ;) Prontuuuuxxxxx... aqui vou eu às castanhitas...
Feliz S. Martinho para todos e não se esqueçam de fazer uma boa acção hoje... nem que seja sorrir para o vizinho antipático... (já fiz isso, eheheheh).
quarta-feira, novembro 10, 2004
Parabéns à ("minha") Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais
Ás vezes dou por mim a criticar sem dó nem piedade certas atitudes políticas que me alimentam alguma exaltação, sem me lembrar que existem outras pessoas que fazem exactamente o contrário… pessoas que, pelas suas aprazíveis posturas, pelos bons valores que possuem, em que acreditam e pelos quais lutam, fazem com que me esqueça do lado podre… da corrupção, da intrujice, do embuste.
Quando penso no Sr. Francisco Andrade, o presidente da junta da freguesia de Santo António dos Olivais, esqueço-me que estas improbidades existem no mundo…
Não sei que impacto terá este artigo sobre ele. Não sei se irá zangar-se comigo (se é que este senhor sabe zangar-se com alguém), porque estou a fazê-lo, ao contrário do que muitos possam pensar, sem o conhecimento da pessoa em questão.
Mas afinal, Sr. Francisco, o que gosto tanto em si?
Gosto de saber que o senhor se trata de uma excepção à regra, de um político honesto (palavra que raramente se encontra a adjectivar um político), de alguém que tira a camisa para dar ao próximo, mesmo que fique o dia todo ao relento, cheio de frio. Gosto de o ver preocupado com os “velhinhos” da sua freguesia, e a tentar sempre animá-los com festas, com fartos cabazes de Natal e com aquela ginástica Chi-Kung que está a fazer um sucesso enorme junto da população mais idosa, “uma cura para tantos males”, dizem eles. É sem dúvida um programa “mais saúde” como lhe chamou… a todos os níveis…
Gosto de falar consigo no café e ouvi-lo dizer que prefere deitar-se sempre mais pobre, mas de consciência tranquila. E que magnificência possui ao proferir estas palavras…Gosto de ouvir o povo falar em si como quem fala do salvador, do benfeitor. É incrível como toda a gente o adora… como toda a gente lhe quer fazer homenagens, mesmo que não possa estar presente. “Um brinde ao Sr. Francisco Andrade” e toda a gente levanta o copo, levanta a alma, lhe presta uma vénia e ainda assim é pouco…
Aqui estou, meu amigo, a fazer o que muita gente gostaria de já ter feito e a querer assinar por baixo, uma pequena homenagem, por tudo o que faz pela sua freguesia e por todas as pessoas que se cruzam consigo. Uma homenagem enquanto posso, enquanto para a sociedade sou apenas uma miúda de 23 anos, o que torna este tributo genuíno. Uma homenagem por ser quem é, uma pessoa admirável…
Afinal, parabéns à junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, não só pelo seu 150º aniversário, mas principalmente pelo seu magnífico presidente, o Sr. Francisco Andrade.
domingo, novembro 07, 2004
TFMUC em Ansião
Prémio de Melhor Intrumental para a minha Tuna Feminina de Medicina da Universidade de Coimbra, ontem no festival misto de Ansião! eheheh
E nós somos!!!
E nós somos!!!
E nós somos!!!
Fe-no-me-nais! Pa-parararara, Pa-parararara...
tuna-addicted? nãããããoooo, sou lá agora...
Não consigo...
Desculpa não conseguir contar-te mas tenho medo de te perder…
Só consigo desabafar assim, muda, silenciosa…
Pelos mil problemas que temos por sermos tão diferentes...
Tenho medo… que posso fazer?
AGENDA TFMUC
II Moura Encantada - Festival de Tunas Femininas do Algarve
Local: Faro, Grande Auditório de GambelasData: 21/11/2004, 21:00:00h
Tuna Anfitriã: Feminis Ferventis
A Tuna Académica Feminina da Universidade do Algarve - Feminis Ferventis, conta neste ano de 2004 com mais uma edição do Moura Encantada. Vão estar quatro tunas a concurso, são elas:
a Barítuna, a Damastuna, a Tuna Feminina da Escola Superior de Enfermagem S. João-Porto e a Tuna Feminina de Medicina da Universidade de Coimbra.
Extra-concurso contamos com a presença da Real Tuna Infantina - Tuna Mista da Universidade do Algarve e da Versus Tuna - Tuna Académica da Universidade do Algarve.
in www.portugaltunas.pt
sábado, novembro 06, 2004
Carta ao lumus
"Sobre aquele artigo que escreveste e que saiu no Diário de Coimbra só te tenho a dizer que partilho as mesmas ideias 100%.
É pena que não haja mais jovens a pensar desta maneira. É só uma minoria. O conformismo, ou por vezes a ignorância levam a que muitos jovens apoiem a opinião maioritária que é comodista e alusiva à extrema esquerda e ao lema "o dinheiro cai do céu".
Aquilo da invasão do senado e das figuras que eles fizeram quando a polícia se interpôs foi uma tristeza. Desde quando é que filhos de papás ricos (com porshes!!!) têm o direito moral de protestar contra as propinas. Se a maioria dos jovens percebesse, saberia à partida que esse tal bloquista só queria tornar-se um !!herói!!:-), adquirir um certo estatuto social e quiçá ascender a um cargo político. Esse bloquista tal como a maioria das pessoas é egocêntrica e como tal está-se marinbando para os outros. Qualquer um tinha a capacidade teatral daquele palhaço. Não é preciso ser-se Deus para o fazer, só gente fraca de ideias é que se deita no meio da estrada para estar no centro das atenções
Não concordei com as "t-shirts" que tinham a fotografia do "gajo do porshe" a ser "torturado" pela polícia, no cortejo da latada e que serviram para defende-lo e ainda por cima feitas por alunos da FMUC.
Como é que é possivel que na FMUC existam salas que têm menos de 50% de capacidade máxima para receber alunos?
E porque é que mesmo assim querem aumentar vagas?
Porque é que não começaram a colocar logo 150 vagas desde 1990 e manter esse número?Afinal quando é que o PoloIII está pronto?
Mas voltando ao assunto inicial. Penso que vivemos numa sociedade anárquica, sem ordem, onde os jovens são quase todos iguais em valores e ideiais. É o mundo da hipocrisia, onde a ignorância é disfarçada pela boa fluidez de linguagem. É cansativo chegar todos os dias e ver amigos cujos comportamentos e atitudes são tão previsíveis que chega a enojar. Mas, enfim, talvez isto seja um problema pessoal ou de adolescência, não sei..., eles é que são normais e todos iguais entre si. É o caos alimentado por gajos de porshe que não têm qualquer credibilidade senão aquela que demonstram quando não estão sóbrios. Eu não tenho inveja, tenho pena. Esses riquinhos que querem ser heróis deviam era demonstrar que sabem fazer alguma coisa, que as pessoas que estão supostamente "abaixo" deles não conseguem. Podiam por exemplo vender os carros, o património material supérfluo da AAC e distribuir pelos pobrezinhos. Mas isso nem era preciso, afinal porque é que há bolsas?. A bolsa máxima dá para pagar tudo e ainda sobra para festas, droga e livros. Afinal quem é que tem de pagar propinas? É o estado (jovens, trabalhadores, reformados, pessoas sem filhos na universidade)? ou são os pais dos jovens? É uma questão de justiça social.
Quanto às faculdades privadas concordo unicamente se elas conduzissem a que os alunos formados fossem para um mercado de trabalho à parte também ele privado. Os das privadas nunca deviam misturar-se com os das publicas no mercado de trabalho porque isso seria injusto. Isto aplica-se à medicina. Dizem que querem fazer hospitais privados, transformar médicos em operários, só concordo com esta ideia se abrissem faculdades de medicina privadas para escoar o produto para os respectivos hospitais SA. Alunos de faculdades públicas deviam ter mais direitos devido ao modo sensato (sem sobornos nem chantagem)como fizeram o curso.
Cursos deviam todos exigir pelo menos 13 valores de numerus clausus, porque menos do que isto não garante que os alunos que lá entram vão oferecer grande rendimento ao estado e com efeito prejudicam os alunos que trabalham.
A AAC nunca vai ter um líder que apoie os alunos que trabalhem. Só lá caem outros iguais, aqueles que passam metade da vida para tirar a licenciatura. Isto precisava era de um forte abanão. Os nossos governantes deviam ser eleitos de acordo tambem com o seu trabalho. E a esperança reside unicamente nos tipos da assembleia da republica. Pode ser que de lá saia uma lei nova, daqui a uma ou duas gerações quando houver uma grave crise social e económica provocada pela minha geração. Quando isso acontecer é tarde de mais e nesse tempo é que eles vão dar valor às minhas ideias.
Não consegui meter isto no blog. Se achares que este texto tem algum jeito mete-o no blog"
Um indivíduo
FMUC
Aqui está o texto que me chegou, colega!
quarta-feira, novembro 03, 2004
Actuação da TFMUC em Ansião, perto de Pombal, sábado, dia 6 de Novembro.
Festival de tunas... a não perder!
Lá vai, lá vai a tuna feminina
as endiabradas de medicina,
não há, não há, não há outra igual
É uma tuna fenomenal...
TFMUC! TFMUC!
Hoje... Passa Calhas... por las calles de Coimbra!
segunda-feira, novembro 01, 2004
Christmas
"Just hear those sleigh bells
ringing and jing ting tingaling too
Come on its lovely weather for
a sleigh ride together with you", Sleigh Ride by Hilary Duff
(a música não é dela mas a versão que eu ouço, é)
Afinal, devido a ter estado em casa o dia todo a ver se melhorava da gripe, apeteceu-me sair ao fim da tarde e fui às compras de Natal (e piorei, não devia...) e só via enfeites de Natal, pessoas com sacos e papel de embrulho, e pais Natal dançantes e cantar o "Let it snow". Até parecia que estava num daqueles outlets de New York em véspera de Natal... as pessoas quase que se atropelavam. Até perguntei ao meu pai se os funcionários públicos já tinham recebido o "13º" como tanto gostam de lhe chamar.
Apesar da época ser consumista, das pessoas não darem valor devido e muitas nem se lembrarem porque é que festejam eu não me importo porque eu lembro-me e como adoro dar presentes não me importo de consumir para os outros ;) Ontem já fiz alguns embrulhos!
"Jingle bell, jingle bell
Jingle bell rock
Jingle bell swing
And jingle bells ring
Snowin' and blowin'
Up bushels of fun
Now the jingle hop has begun", Jingle Bell Rock by Hilary Duff
(ver em cima :P)