sábado, fevereiro 19, 2005
Pedra é sempre pedra...
Sempre pedra, nunca pena
Do âmago do juízo cavado
Sentes sóbria, a mão extrema
De um antigo amargurado
Foges do eterno invento
Do simples brio da tua alma
Aludes o pobre, fraco alento
Não vales em ti a terna calma
Pedes mais do que vales
Imagem vã do claro ser
Cursas fio em todos males
Incorres ao invés de viver
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
Desilusões…
A cada dia sofro decepções vindas das pessoas que menos espero. Serei burrinha de todo, tapada, ingénua, acriançada demais, lerda, verdadeira asna no que diz respeito a confiar nos outros? Devo ser devo… porque dia sim, dia não, aparece um/a grande amigo/a que acorda, no seu dia normal, e pensa invariavelmente: “Hoje vou desiludir alguém, porque não a tola da Susy? Será mesmo assim ou há sempre uma altura da vida das pessoas em que elas revelam o que realmente são, de que material são feitos?
Sim, talvez seja isso… Estas situações ajudam-nos a perceber o que valíamos para essas criaturas (citando Chieira), o que significávamos… principalmente quando nos enchem de palavras meigas e quando oh-adoro-te-tanto-como-a-própria-vida-não-me-lixes-é-o-esquema! E depois do esquema estragado e quando por A+B não fazemos exactamente o que queriam, pronto, adieu! Ah! E não vale a pena tentar sempre fazer tudo pelo melhor, tentar ter sempre as atitudes certas, engolir orgulho para que fique tudo bem, desculpar mentiras e outras coisas mais… por mais que façam, meus amigos, alguém vai acabar por achar que vocês merecem uma desilusão…
Enfim… e como eu tenho mais que fazer do que estar a pensar em pessoas que não o fizeram por mim, vou estudar qualquer coisinha…
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
São amores errantes
Palavras livres de significado
Inanidade em cabeças falhas
O corpo sem alma, desalinhado
Por quem não ama em pleno
Sem probidade nem verdade
E o mar não abraça em desvelo
Só enlaça em sumptuosidade
Amar hoje sem melodia
Sem o cálido das horas mudas
Olhar gritante entre a vidraça
Do oculto, recôndito das fugas
Ainda vale a pena amar?
domingo, fevereiro 13, 2005
Sometimes I just wish to see you again the way I used to... But I know you're not the same and won't ever be the same again, will you? 'Cause if you will... tell me when it's still time... I'm moving on and there'll be no turning back...
sábado, fevereiro 12, 2005
You Had Time
by Ani Difranco
"how can i go home
with nothing to say
i know you're going to look at me that way
and say what did you do out there
and what did you decide
you said you needed time
and you had time
you are a china shop
and i am a bull
you are really good food
and i am full
i guess everything is timing
i guess everything's been said
so i am coming home with an empty head
you'll say did they love you or what
i'll say they love what i do
the only one who really loves me is you
and you'll say girl did you kick some butt
and i'll say i don't really remember
but my fingers are sore
and my voice is too
you'll say it's really good to see you
you'll say i missed you horribly
you'll say let me carry that
give that to me
and you will take the heavy stuff
and you will drive the car
and i'll look out the window and make jokes
about the way things are
how can i go home
with nothing to say
i know you're going to look at me that way
and say what did you do out there
and what did you decide
you said you needed time
and you had time..."
Yes, this one's for you...
terça-feira, fevereiro 08, 2005
A sina do meu principezinho...
Dos teus olhos vejo o mar, consigo mergulhar nessa mansidão de me teres por perto, nesse enternecimento que só eu conheço, só eu contemplo. Quando me prendes com um abraço e me pedes para não partir de ti. Nunca vou partir… Mesmo que a vida me faça abandonar esse fulgor que surge nos teus olhos quando consigo devolver-te o mesmo olhar… Descubro-te a pesquisar a minha mente, perguntas-te a cada segundo o que se passa comigo, algo diferente contigo… às vezes quero dizer-te, quero mostrar-te que afinal sempre te pousei naquele lugar que jamais queria ver habitado… e tenho medo… sempre o mesmo pavor de sofrer tudo outra vez. E, de repente, dou por mim a afastar-me, a afastar-te… a não querer estar presa a ti… porque tenho a certeza, de que quando te fores embora, me vou pôr a chorar…
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Ana Carolina
Encostar Na Tua
Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino
Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chama meu nome
Eu que também não sei aonde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for
Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua
Mas saiba que forte eu sei chegar
Mesmo se eu perder o rumo
Mas saiba que forte eu sei chegar
Se for preciso eu sumo
Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
Soubesse eu de mim…
Já não me procurava naquele vento tenro
Quisesse outrora que fosse brando
Ou que apenas fosse, assim
Ah! Que agonia aquela gente que não vejo
Dói de cansaço esse tédio comigo
De um coração que não me saiba a antigo
E na sede de te ver sempre mais novo
Esmoreço o amor que não te tenho
Deixo de ser apenas esboço
Acerto o passo, subo a rua
Perco-me outra vez…
Soubesse eu de mim…